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Habilidades

Há um bom tempo, perderam-se as habilidades. Inclusive, as sociais.
As famílias, por falta de tempo ou por desuso, não têm mais aquela preocupação em preparar as habilidades dos filhos (meninos e meninas).
Não faz tanto tempo assim, as mães aproveitavam a mão de obra infantil de modo eficaz nos afazeres domésticos. Dentre as várias atividades, destaca-se o sequilho, biscoito seco e simples.

Elas amassavam o biscoitinho de maizena, de polvilho doce ou azedo e rodeavam-se dos filhos para enrolá-los. A festa já se iniciava naquele momento. Logicamente, após lavarem as mãos.
Enquanto trabalhavam, a mãe sempre tinha uma historinha para contar. As histórias, sempre de cunho educativo, com alguma parábola que induzia à reflexão. Refletir sobre o quê ? Sobre Deus, anjos-de-guarda, tomar lições do catecismo, obediência, saúde, coragem, ética, moralidade, etc.

Na escola, os "professores de arte" cuidavam dos trabalhos manuais que, por sua vez, apresentavam-se apenas como uma arte utilitária e que, sem sombra de dúvida, desenvolvia algumas habilidades manuais. Uma professora era diferente: ela cativou suas alunas (os alunos tinham um professor), ensinando os trabalhos manuais e lendo, ao longo do período, a literatura de José Bento Monteiro Lobato e outros autores. Desenvolveu nas suas alunas: a atenção, a capacidade de ouvir, de atentar-se para o conteúdo literário, a percepção, estimulando a capacidade de observar, avaliar, sonhar, buscar um ambiente novo, adequado para o grande sonho que cada uma podia recriar.

"O sonho nos torna capazes de ousar a utopia de cada manhã e de experimentar o horizonte de cada momento".

O mundo oriental, mais precisamente o Japão, desenvolveu o Origami que, pela sua importância, alcançou o mundo ocidental. O Origami desempenha um papel muito importante no desenvolvimento intelectual da criança, uma vez que desenvolve a capacidade criadora, além de contribuir para o desenvolvimento da psicomotricidade.
Felizmente, a modernidade está aí, com seus requintes joviais, com a capacidade de mostrar o quanto somos capazes de criar. O paradoxo se instala. Temos tantas criações novas! Percebemos o crescimento de 50 (cinqüenta) anos em 05 (cinco) anos e nos deparamos com uma população sem o devido preparo para atender às mínimas necessidades sociais básicas.
Não estamos responsabilizando ninguém pelos danos. Lastimamos, mas não culpamos ninguém, porque estamos vivendo um momento de transição.
Apesar de não culparmos ninguém, seria muito bom se houvesse uma vigilância, uma diligência mais eficaz por parte dos educadores (pais, mães, professores, padres, pastores, ministros, políticos, padeiros, artistas, mecânicos, banqueiros, advogados, parentes, engenheiros, etc.).
Certamente, quando encararmos de frente essas dificuldades, haveremos de lembrar que isso é mesmo um capítulo que envolve polêmica, criatividade e ação conjunta.

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